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	<title>Jardim de Ideias</title>
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	<description>cultivando pensamentos.</description>
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		<title>Razões para preferir o Identi.ca ao Twitter</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 01:44:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[creative commons]]></category>
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		<description><![CDATA[Dentre os serviços de µblogging, o Identi.ca talvez seja o segundo mais popular depois do Twitter. Embora ainda pouco conhecido pela cultura internética de massa, o Identi.ca oferece muitas vantagens que os outros serviços não oferecem. Este artigo busca expor, de maneira sintética, quais são esses recursos e por quê eles fazem do Identi.ca o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentre os serviços de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Microblogging">µblogging</a>, o <a href="http://identi.ca/">Identi.ca</a> talvez seja o segundo mais popular depois do <a href="http://twitter.com/">Twitter</a>. Embora ainda pouco conhecido pela cultura internética de massa, o Identi.ca oferece muitas vantagens que os outros serviços não oferecem. Este artigo busca expor, de maneira sintética, quais são esses recursos e por quê eles fazem do Identi.ca o modelo de serviço para μblogs do futuro.</p>
<p><span id="more-198"></span><strong>Marcadores</strong></p>
<p>Tanto no Twitter como no Identi.ca, o símbolo &#8220;#&#8221; é usado para categorizar uma mensagem, contextualizando o conteúdo enviado para fim de facilitar a pesquisa por outras mensagens semelhantes. Quando adiciono o termo &#8220;#receita&#8221; à minha mensagem, o sistema automaticamente cria um<em> link</em> que servirá para procurar todas as mensagens públicas que tenham sido enviadas com o mesmo termo. Com isso, os usuários podem reunir suas mensagens sob um único termo de pesquisa, possibilitando assim que sejam encontrados com mais facilidade.</p>
<p>No Identi.ca, a funcionalidade desse recurso é expandida. Quando envio uma mensagem marcada, todos os marcadores serão listados na forma de &#8220;nuvem&#8221; em minha página pública, exatamente como num blog. Mais que isso, o marcador também contribui para a formação de uma &#8220;nuvem&#8221; global, formada pelos marcadores de todos os usuários, e as &#8220;nuvens&#8221; de grupos de usuários aos quais eu pertença. Um usuário pode, inclusive, marcar a si mesmo, bem como procurar por outros usuários que tenham marcado a si mesmos com um termo.</p>
<p><strong>Grupos</strong></p>
<p>Além do &#8220;@&#8221; e do &#8220;#&#8221;, caracteres especiais atribuídos a finalidades específicas nos dois serviços comparados, no Identi.ca também há a função de grupos, atribuída ao caractere &#8220;!&#8221;.</p>
<p>Por meio dessa função, consigo criar grupos de usuários que terão página e nome específico. Posso criar, por exemplo, um grupo com o nome &#8220;fotografia&#8221;. Ele terá uma página específica por meio da qual outros usuários podem se inscrever e, assim, passarem a receber todas as mensagens destinadas ao grupo. Posso, eu também, enviar minhas próprias mensagens desde que faça o uso do termo &#8220;!fotografia&#8221; na mensagem. Todas as mensagens com o termo &#8220;!fotografia&#8221;, portanto, desde que enviadas por membros do grupo, serão recebidas por todos.</p>
<p>Se marcadores forem atribuídos também à mensagem, eles irão integrar a &#8220;nuvem&#8221; de marcadores do grupo. Para evitar abusos, o grupo pode contar também com administradores, além do criador do grupo.</p>
<p><strong>Visão total</strong></p>
<p>No Twitter, é permitido ao visitante de sua página enxergar apenas aquilo que você envia. No Identi.ca, é possível também que se veja todas as atualizações recebidas por um usuário, exatamente como ele enxerga.</p>
<p><strong>XMPP</strong><strong> </strong></p>
<div id="attachment_202" class="wp-caption alignright" style="width: 136px"><a href="http://opvs.org/wp-content/uploads/2009/08/Identica-XMPP.png"><strong><img class="size-medium wp-image-202  " title="Identi.ca XMPP" src="http://opvs.org/wp-content/uploads/2009/08/Identica-XMPP-210x300.png" alt="Bot do Identi.ca para envio de atualizações via XMPP" width="126" height="180" /></strong></a></p>
<p><p class="wp-caption-text">Bot do Identi.ca para envio de atualizações via XMPP</p></div>
<p>O Identi.ca permite também que novas mensagens sejam também recebidas e enviadas por meio de redes comunicação instantânea compatíveis ao protocolo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/XMPP">XMPP</a>. É o caso, por exemplo, do <a href="http://talk.google.com/">Google Talk</a> (mais conhecido pela caixa de bate-papo que acompanha qualquer conta no <a href="http://gmail.com/">Gmail</a>).</p>
<p>Isso se faz adicionando o <em>bot</em> do Identi.ca, que enviará a você todas as novas atualizações recebidas em sua conta e publicará em sua conta todas as mensagens suas recebidas por ele.</p>
<p><strong>OpenID</strong></p>
<p>O uso de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/OpenID">OpenID</a> para autenticação é uma das inovações do Identi.ca. Embora as vantagens do OpenID não sejam tema deste artigo, todo serviço que permite seu uso para autenticação oferece mais segurança para o usuário, visto que não exige o armazenamento de senhas pessoais e também dá ao usuário o poder de escolha do sistema que ele confia para se autenticar.</p>
<p>Implementações próprias do OpenID também podem tornar muito mais segura e cômoda a autenticação de um usuário em uma conta de uso coletivo.</p>
<p><strong>OpenMicroBlogging</strong></p>
<p><a href="http://openmicroblogging.org/">OpenMicroBlogging</a> é um padrão que permitirá interoperabilidade aos futuros serviços de μblogging. Com ele, será possível seguir as atualizações de alguém mesmo tendo conta em um serviço distinto. O Identi.ca já o utiliza, diversamente do Twitter. Esse recurso é o ponto de partida para a utilização de μblogs em domínio próprio.</p>
<p><strong>Creative Commons</strong></p>
<p>Todo material publicado pelo Identi.ca é, por expressa anuência de cada usuário, protegido pela licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/">Creative Commons Attribution 3.0</a>. Isso significa que todos podem compartilhar e remixar o conteúdo de outros μblogs sem se preocuparem em serem processados em ações judiciais.</p>
<p>Por força da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conven%C3%A7%C3%A3o_da_Uni%C3%A3o_de_Berna">Convenção de Berna</a>, todo material publicado sem menção de sua licença é automaticamente presumido como de uso exclusivo do autor. Logo, fazer um &#8220;retweet&#8221; ou &#8220;redent&#8221; (uma redistribuição) de qualquer informação de outro μblog é, em tese, violar direitos do autor.</p>
<p><strong>Software livre</strong></p>
<p>O software por trás do Identi.ca é o <a href="http://status.net/">StatusNet</a> (antigo Laconica), considerado <em>livre </em>por ser distribuído sob uma licença GNU. Isso significa, grosso modo, que qualquer um pode fazer modificações e redistribuir cópias livremente, sem preocupar-se com violações a direitos.</p>
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		<title>Problemas migrando para o ext4</title>
		<link>http://opvs.org/textos/problemas-migrando-para-o-ext4/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 21:39:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[ext3]]></category>
		<category><![CDATA[ext4]]></category>
		<category><![CDATA[solução]]></category>

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		<description><![CDATA[Empolgado com a crescente adoção do sistema de arquivos ext4, sucessor do ext3, decidi migrar e comecei por fazê-lo com uma unidade de backup. Desconsiderando o brilhantismo da minha escolha (lembrar de nunca usar uma unidade de segurança para testes), consegui converter minha partição ext3 para ext4 seguindo instruções que encontrei em fóruns e artigos.
Quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Empolgado com a crescente adoção do sistema de arquivos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ext4">ext4</a>, sucessor do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ext3">ext3</a>, decidi migrar e comecei por fazê-lo com uma unidade de <em>backup</em>. Desconsiderando o brilhantismo da minha escolha (lembrar de nunca usar uma unidade de segurança para testes), consegui converter minha partição ext3 para ext4 seguindo instruções que encontrei em fóruns e artigos.</p>
<p>Quando fui montar a unidade, o sistema falhou. O seguinte erro foi deixado pelo kernel:</p>
<p><code>[14406.702133] EXT4-fs (sdb1): no journal found</code></p>
<p>Após passar por um belo aperto, encontrei uma solução para resolver o problema. Descrevo a seguir o procedimento completo de conversão e a solução encontrada.</p>
<p><span id="more-214"></span></p>
<p>A partição que eu queria converter era a <em>/dev/sdb1</em>, no meu sistema. Ela será usada como exemplo e deve ser alterada, ao digitar os comandos, para a partição que se quer converter. Lembro ainda que os comandos precedidos de &#8220;#&#8221; devem ser executados como superusuário (<em>root</em>).</p>
<p><strong>Primeiro passo</strong>: incluir os novos atributos na partição ext3.</p>
<p><code># tune2fs -O extents,uninit_bg,dir_index,has_journal /dev/sdb1</code></p>
<p><strong>Segundo passo</strong>: verificar por erros na partição</p>
<p><code># e2fsck -fyv /dev/sdb1</code></p>
<p><strong>Terceiro passo</strong>: montar a partição.</p>
<p><code># mount -t ext4 /dev/sdb1 /algum/diretorio</code></p>
<p>Nesse ponto, algo pode dar errado. Foi o meu caso. O seguinte erro surgiu:</p>
<p><code>mount: wrong fs type, bad option, bad superblock on /dev/sdb1, missing codepage or helper program, or other error. In some cases useful info is found in syslog - try dmesg | tail  or so</code></p>
<p>Foi então que verifiquei as mensagens de erro do kernel e me deparei com aquela do início do artigo.</p>
<p>Verificar a fundo por erros de nada adiantou. A partição estava inteira apesar de não estar acessível.</p>
<p><strong>Solução</strong>:  reconstruir o <em>journal</em> da partição.</p>
<p><code># tune2fs -O ^has_journal /dev/sdb1<br />
# tune2fs -j /dev/sdb1</code></p>
<p>Com isso, foi possível ter novamente acesso aos arquivos sem perder dado algum.</p>
<p>Espero que seja útil para os que enfrentarem o mesmo problema.</p>
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		<title>Bispo Gê Tenuta solicita retirada do Projeto de Lei que proíbe P2P</title>
		<link>http://opvs.org/noticias/bispo-ge-tenuta-solicita-retirada-do-projeto-de-lei-que-proibe-p2p/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 15:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[compartilhamento]]></category>
		<category><![CDATA[projeto de lei]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[O Deputado Bispo Gê Tenuta, autor do Projeto de Lei n. 5.361/2009, que prevê a criação de &#8220;penalidades civis para a baixa, download ou compartilhamento de arquivos eletrônicos na Internet, que contenham obras artísticas ou técnicas protegidas por direitos de propriedade intelectual, sem autorização dos legítimos titulares das obra&#8221; (segundo a ementa), apresentou hoje requerimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Deputado <a href="http://www.camara.gov.br/internet/deputado/Dep_Detalhe.asp?id=528475">Bispo Gê Tenuta</a>, autor do <a href="http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=437323">Projeto de Lei n. 5.361/2009</a>, que prevê a criação de &#8220;penalidades civis para a baixa, download ou compartilhamento de arquivos eletrônicos na Internet, que contenham obras artísticas ou técnicas protegidas por direitos de propriedade intelectual, sem autorização dos legítimos titulares das obra&#8221; (segundo a ementa), apresentou hoje <a href="http://www.camara.gov.br/sileg/MostrarIntegra.asp?CodTeor=680435">requerimento</a> solicitando a retirada de seu projeto.</p>
<p>De acordo com o documento, a motivação do Deputado foi a preocupação de &#8220;distorções quanto a intenção original do Projeto apresentado&#8221;, dado que &#8220;o sistema peer-to-peer permite o compartilhamento de dados e recursos numa larga escala eliminando qualquer requisito por servidores gerenciados separadamente e a sua infra-estrutura associada, dificultando assim a fiscalização do compartilhamento de conteúdos protegidos por direitos de propriedade intelectual&#8221;.</p>
<p>Contudo, ressalta sua &#8220;preocupação quanto ao desenvolvimento da cultura nacional&#8221;, declarando sua intenção de apresentar um novo Projeto de Lei para &#8220;proteção dos direitos autorais dos pequenos produtores e artistas brasileiros&#8221;.</p>
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		<title>Baywords está de volta</title>
		<link>http://opvs.org/noticias/baywords-esta-de-volta/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 14:41:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[baywords]]></category>
		<category><![CDATA[privacidade]]></category>
		<category><![CDATA[wordpress]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, após um ano em manutenção, o BayWords passou novamente a aceitar o registro de novos blogs, conforme anúncio publicado hoje.
BayWords é um projeto  criado pelos mesmos fundadores do The Pirate Bay, cujo objetivo é oferecer a criação de blogs gratuitos e sem qualquer forma de censura.
Os principais motivos para a criação do serviço, segundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_176" class="wp-caption alignright" style="width: 231px"><img class="size-full wp-image-176  " title="Baywords de volta" src="http://opvs.org/wp-content/uploads/2009/08/2009_baywords.jpg" alt="Selo de comemoração da volta do Baywords, publicado em ThePirateBay.org." width="221" height="202" /><p class="wp-caption-text">Selo de comemoração da volta do BayWords, publicado em ThePirateBay.org.</p></div>
<p>Hoje, após um ano em manutenção, o <a href="http://baywords.com/">BayWords</a> passou novamente a aceitar o registro de novos blogs, conforme <a href="http://baywords.com/2009/08/19/fight-censorship/">anúncio</a> publicado hoje.</p>
<p>BayWords é um projeto  criado pelos mesmos fundadores do <a href="http://thepiratebay.org/">The Pirate Bay</a>, cujo objetivo é oferecer a criação de blogs gratuitos e sem qualquer forma de censura.</p>
<p>Os principais motivos para a criação do serviço, segundo o anúncio intitulado &#8220;Fight censorship!&#8221;, foram a exclusão do blog de um amigo dos fundadores em <a href="http://wordpress.com/">WordPress.com</a>, por violação aos termos de serviço, e a <a href="http://www.telegraph.co.uk/technology/google/6055114/Google-reveals-bloggers-identity-after-Vogue-models-skank-insult.html">decisão de uma corte estadunidense que obrigou o Google a revelar a identidade de um blogueiro anônimo</a>.</p>
<p>A volta do serviço é com certeza um largo passo para a proteção da livre manifestação do pensamento.</p>
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		<title>Gerenciamento total com OpenID</title>
		<link>http://opvs.org/textos/gerenciamento-total-com-openid/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 03:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma das principais vantagens do OpenID é a possibilidade de se vincular o acesso de todas suas contas em uma só, com um só nome de usuário e uma só senha. Isso não apenas torna o processo de ter várias contas mais cômodo, mas também pode oferecer diversas vantagens em matéria de segurança: suas senhas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das principais vantagens do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/OpenID">OpenID</a> é a possibilidade de se vincular o acesso de todas suas contas em uma só, com um só nome de usuário e uma só senha. Isso não apenas torna o processo de ter várias contas mais cômodo, mas também pode oferecer diversas vantagens em matéria de segurança: suas senhas, afinal, não ficarão guardadas nos servidores das contas. Mais que isso, centralizar o acesso é também centralizar a segurança. A atenção do administrador deixa de ficar dispersa na segurança de vários  servidores com diversos processos de autenticação e passa a focar-se apenas na segurança do provedor do OpenID.</p>
<p>Alguns administradores, por essa razão, fazem uso de domínio próprio e uma implementação autônoma do OpenID para servir aos seus propósitos. Isso pelo fato de assim sendo poderem ter controle total sobre o funcionamento e segurança do processo de autenticação. Uma das formas de fazer isso, como tive a oportunidade de mencionar em outro artigo, é utilizar o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/WordPress">WordPress</a> em conjunto com o <a href="http://wordpress.org/extend/plugins/openid/">plugin OpenID</a>. Eu mesmo faço uso dessa solução. No entanto, utilizar o mecanismo de autenticação do WordPress pode ser fonte de paranóia constante, pelo simples fato de se ter a responsabilidade pela segurança de todo o sistema. Se esse sistema falhar, todas suas contas configuradas para funcionar com OpenID estarão comprometidas.</p>
<p>Buscando contornar esse problema, pensei em uma solução: configurar o WordPress para delegar a função de autenticação a outro provedor. Assim continuaria a poder usar meu domínio como endereço válido, mas me beneficiaria do sistema de autenticação de outro serviço.</p>
<p>Escolhi, como provedor, o <a href="http://www.myopenid.com/">myOpenID</a>. Minhas razões foram duas: a <em>tradição</em>, pelo fato de ser o mais antigo serviço do tipo, fundado pelo criador do OpenID, e a <em>segurança</em>, já que usa sempre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/SSL">SSL</a> e dispõe de meios alternativos para autenticação, como telefone ou certificados criptográficos.</p>
<p>Para fazer as configurações necessárias, procedi da seguinte maneira:</p>
<ol>
<li>Em &#8220;Usuários&#8221; &gt; &#8220;Seu perfil&#8221; (<em>profile.php</em>), ajustei a opção &#8220;OpenID Delegation&#8221; para meu endereço no myOpenID.</li>
<li>Em &#8220;Usuários&#8221; &gt; &#8220;Your OpenIDs&#8221; (<em>users.php?page=your_openids</em>), adicionei o OpenID para meu próprio blog, <a href="http://opvs.org/">http://opvs.org/</a>.</li>
</ol>
<p>O segundo passo permite que se autentique em seu próprio blog usando o OpenID do seu domínio. Sem o primeiro passo, contudo, seria formado um <em>loop</em> infinito, dado que estaria tentando se autenticar com OpenID em sua própria página de autenticação.</p>
<p>Com a delegação, portanto, não apenas é possível se autenticar em seu blog usando o endereço do próprio como OpenID, mas também se resolvem todos os problemas de incompatibilidade que acompanham o plugin para WordPress.</p>
<p>Para incrementação da segurança após esse procedimento, é aconselhável a alteração da senha de autenticação no blog para algo mais seguro, como uma senha grande, gerada por computador, com letras, números e símbolos. Como todo processo de autenticação ficará a cargo do novo provedor de OpenID, a única senha que precisa de fato ser lembrada é a usada perante este.</p>
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		<title>Segurança barata: Semisecure Login Reimagined</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 05:09:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anton</dc:creator>
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		<category><![CDATA[criptografia]]></category>
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		<category><![CDATA[segurança]]></category>
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		<category><![CDATA[wordpress]]></category>

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		<description><![CDATA[Barata, digo, no sentido de gratuita. O dispositivo sobre o qual escreverei está longe de ser tosco ou pouco engenhoso.
O Semisecure Login Reimagined (SLR) é um plugin para WordPress cujo objetivo é dar mais segurança ao processo convencional de autenticação em um blog. Sua função parte de um contexto: o de que, na maioria dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Barata, digo, no sentido de gratuita. O dispositivo sobre o qual escreverei está longe de ser tosco ou pouco engenhoso.</p>
<p>O <em>Semisecure Login Reimagined</em> (SLR) é um<em> plugin</em> para <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/WordPress">WordPress</a> cujo objetivo é dar mais segurança ao processo convencional de autenticação em um blog. Sua função parte de um contexto: o de que, na maioria dos blogs que rodam em domínio próprio, a página de autenticação (&#8220;wp-login.php&#8221;) é desprovida de uma camada de segurança criptográfica, fazendo com que a senha seja transmitida em puro texto do navegador para o servidor de hospedagem. Desta forma, a senha pode ser facilmente interceptada no caminho, comprometendo a segurança do sistema.</p>
<p>A forma tradicional para contornar esse problema é a utilização do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/SSL">SSL</a>. Com ele, um certificado é disponibilizado pelo <em>site</em> em  conjunto com uma chave pública para criptografia, que será usada pelo navegador para criptografar toda a informação transmitida. Essa informação, então, será apenas decodificada pelo servidor de hospedagem, garantindo segurança na comunicação de uma ponta à outra.</p>
<p>O processo de adoção da tecnologia SSL, no entanto, é bastante custoso. Sua implementação envolve não apenas a obtenção de um endereço único de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Protocolo_IP">IP</a>, mas também de um certificado. Caso o certificado seja assinado por uma autoridade reconhecida para tanto, o custo total estará na ordem de no mínimo 60 US$ por ano, considerando como referência os preços praticados pelo <a href="http://www.dreamhost.com/r.cgi?524093">DreamHost</a>.</p>
<p>Nesse contexto, o SLR oferece uma solução gratuita para a transmissão insegura de dados. Seu modo de funcionamento consiste na utilização de criptografia RSA para, através de um navegador com suporte a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/JavaScript">JavaScript</a>, criptografar a senha com uma chave pública e transmitir a informação criptografada ao servidor de hospedagem, que por sua vez a decodificará com uma chave privada e fará o processo de autenticação.</p>
<p>O mecanismo de funcionamento do SLR é genial. É claro que ele não irá em absoluto substituir o SSL, mas definitivamente é uma solução eficaz e, no contexto dado, melhor do que nada. Desnecessário dizer que seu uso deve não apenas ser considerado elemento essencial para a segurança de qualquer blog, mas também indispensável para qualquer um que, assim como eu, se utiliza do WordPress para autenticação por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/OpenID">OpenID</a>.</p>
<p>Mais informações podem ser encontradas no <a href="http://moggy.laceous.com/2009/06/11/semisecure-login-reimagined-v2/"><em>site</em> do autor</a> bem como na <a href="http://wordpress.org/extend/plugins/semisecure-login-reimagined/">página do projeto</a>.</p>
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		<title>Nova licença</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 04:29:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anton</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Resolvi alterar a licença do conteúdo disponível neste blog. Agora, tudo de minha autoria aqui publicado, salvo  o que tiver licenciamento específico, estará sob a licença Creative Commons BY-NC-SA.
O licenciamento é retroativo, aplicando-se a tudo que já se encontrava aqui antes deste anúncio.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Resolvi alterar a licença do conteúdo disponível neste blog. Agora, tudo de minha autoria aqui publicado, salvo  o que tiver licenciamento específico, estará sob a licença <em>Creative Commons</em> <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/">BY-NC-SA</a>.</p>
<p>O licenciamento é retroativo, aplicando-se a tudo que já se encontrava aqui antes deste anúncio.</p>
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		<title>Manifesto de um Cypherpunk</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 04:07:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[criptografia]]></category>
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		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[por Eric Hughes. Tradução minha, do original em inglês.
Privacidade é necessária para uma sociedade aberta na era eletrônica. Privacidade não é segredo. Um assunto privado é algo que alguém não quer que todo o mundo saiba, mas um assunto secreto é algo que alguém quer que ninguém saiba. Privacidade é o poder de seletivamente revelar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Eric Hughes. Tradução minha, do original em inglês.</em></p>
<p>Privacidade é necessária para uma sociedade aberta na era eletrônica. Privacidade não é segredo. Um assunto privado é algo que alguém não quer que todo o mundo saiba, mas um assunto secreto é algo que alguém quer que ninguém saiba. Privacidade é o poder de seletivamente revelar a si mesmo para o mundo.</p>
<p>Se duas partes têm algum tipo de relação, então cada um tem memória de sua interação. Cada parte pode falar acerca de sua própria memória disso; como poderia alguém impedir? Alguém poderia aprovar leis contra isso, mas a liberdade de expressão, ainda mais que a privacidade, é fundamental para uma sociedade aberta; nós não buscamos restringir nenhum tipo de expressão. Se muitas partes falam juntas em um mesmo espaço, cada qual pode falar para todos os demais e agregar juntos conhecimento sobre indivíduos e outras partes. O poder das comunicações eletrônicas permitiu esse tipo de expressão conjunta, e ele não irá partir meramente porque nós poderíamos querer assim.</p>
<p>Já que desejamos a privacidade, devemos assegurar que cada parte de uma transação tenha conhecimento apenas daquilo que é diretamente necessário para esta. Já que qualquer informação pode ser dita, devemos assegurar que revelemos o mínimo possível. Na maioria dos casos a identidade pessoal não é relevante. Quando compramos uma revista em uma loja e entregamos dinheiro para o caixa, não há necessidade de que saibam quem sou. Quando eu requisito ao meu provedor de correio eletrônico para enviar e receber mensagens, meu provedor não precisa saber com quem estou conversando ou o quê estou dizendo ou o quê outros estão dizendo para mim; meu provedor apenas precisa saber como fazer a mensagem chegar lá e quanto eu os devo. Quando minha identidade é revelada pelo mecanismo subjacente da transação, não tenho privacidade. Não posso então revelar-me seletivamente; devo sempre me revelar.</p>
<p>Portanto, privacidade em uma sociedade aberta requer sistemas de transação anônimos. Até agora, dinheiro tem sido a forma primária desse sistema. Um sistema de transação anônimo não é um sistema de transação secreto. Um sistema anônimo capacita os indivíduos para revelarem suas identidades quando desejado e apenas quando desejado; esta é a essência da privacidade.</p>
<p>Privacidade em uma sociedade aberta requer criptografia. Se digo algo, quero que seja ouvido apenas por aqueles para os quais pretendi. Se o conteúdo de meu discurso é disponibilizado para o mundo, não tenho privacidade. Criptografar é indicar o anseio por privacidade, e criptografar com fraca criptografia é indicar um anseio não tão grande por privacidade. Ademais, revelar a identidade de alguém com certeza quando o padrão é o anonimato requer a assinatura criptográfica.</p>
<p>Não podemos esperar que governos, corporações, ou outras grandes e impessoais organizações garantam a nós privacidade como fruto de sua beneficência. É vantagem para elas falar de nós, e nós devemos esperar que eles irão fazê-lo. Tentar prevenir o discurso deles é lutar contra as realidades da informação. Informação não apenas quer ser livre, mas sua destinação é ser livre. Informação se expande para preencher o espaço de armazenamento disponível. A informação é o primo mais novo e forte do Rumor; informação é mais rápida, tem mais olhos, sabe mais e entende menos que o Rumor.</p>
<p>Devemos defender nossa própria privacidade se esperamos ter alguma. Devemos nos juntar e criar sistemas para permitir a efetivação de transações anônimas. Pessoas defenderam sua própria privacidade por séculos com sussurros, escuridão, envelopes, portas fechadas, apertos de mão secretos e mensageiros. As tecnologias do passado não permitiam uma forte privacidade, mas as tecnologias eletrônicas sim.</p>
<p>Nós, os <em>Cypherpunks</em>, nos dedicamos a construir sistemas anônimos. Nós estamos defendendo nossa privacidade com criptografia, com sistemas de encaminhamento anônimo de correspondência, com assinaturas digitais e dinheiro eletrônico.</p>
<p><em>Cypherpunks</em> escrevem código. Sabemos que alguém deve escrever <em>software</em> para defender a privacidade, e já que não conseguiremos privacidade a não ser que todos nós façamos, nos colocaremos a escrevê-lo. Nós publicamos nosso código para que nossos companheiros <em>Cypherpunks</em> possam praticar e brincar com ele. Nosso código é livre para o uso de todos, mudialmente. Nós não nos importamos muito se você não aprova o <em>software</em> que escrevemos. Sabemos que <em>software</em> não pode ser destruído e que um sistema amplamente disperso não pode ser desligado.</p>
<p><em>Cypherpunks</em> lamentam regulamentações à criptografia, pois criptografia é fundamentalmente um ato privado. O ato de encriptação, de fato, remove informação da esfera pública. Mesmo leis contra criptografia atingem até as fronteiras de uma nação e o julgo de sua violência. Criptografia irá inelutavelmente espalhar pelo inteiro globo, e junto com ela os sistemas de transação anônimos que ela possibilita.</p>
<p>Para a privacidade ser difundida ela deve ser parte do contrato social. Pessoas devem se reunir e juntos implantar esses sistemas para o bem comum. Privacidade apenas se estende até onde a cooperação dos companheiros de alguém na sociedade. Nós, os <em>Cypherpunks</em>, buscamos suas questões e suas preocupações e esperamos poder engajá-lo a fim de não nos enganarmos. Não iremos, porém, sermos afastados de nosso curso porque alguns possam discordar de nossos objetivos.</p>
<p>Os <em>Cypherpunks</em> são ativamente engajados em fazer as redes mais seguras para a privacidade. Vamos prosseguir juntos rapidamente.</p>
<p>Avante.</p>
<p>Eric Hughes &lt;hughes@soda.berkeley.edu&gt;</p>
<p>9 de março de 1993</p>
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		<title>Novo endereço, denovo</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 23:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[teste]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma vez, transfiro o blog para um novo domínio: opvs.org.
Ganhei o domínio do meu provedor de hospedagem, o DreamHost, para usá-lo gratuitamente enquanto fizer uso dos serviços deles.
Refleti sobre a hipótese de mudar desde que descobri que meu outro domínio, aether.cc, é bloqueado pelos sistemas da Prefeitura do Município de São Paulo sob motivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma vez, transfiro o blog para um novo domínio: <a href="http://opvs.org">opvs.org</a>.</p>
<p>Ganhei o domínio do meu provedor de hospedagem, o <a href="http://www.dreamhost.com/r.cgi?524093">DreamHost</a>, para usá-lo gratuitamente enquanto fizer uso dos serviços deles.</p>
<p>Refleti sobre a hipótese de mudar desde que descobri que meu outro domínio, <a href="http://aether.cc">aether.cc</a>, é bloqueado pelos sistemas da Prefeitura do Município de São Paulo sob motivo de tratar-se de conteúdo pornográfico (?). O domínio antigo deverá redirecionar para cá até abril do ano que vem, quando então expirará.</p>
<p>Desta vez, penso, será definitivo!</p>
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		<title>Projeto de Lei 3.070/2008</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 16:26:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[formatos livres]]></category>
		<category><![CDATA[open document format]]></category>
		<category><![CDATA[projeto de lei]]></category>
		<category><![CDATA[software livre]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Está em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 3.070/2008, do Deputado Paulo Teixeira (PT/SP). O projeto prevê a adoção preferencial de de formatos abertos de arquivos por &#8220;órgãos e entidades da Administração Pública Direta, Indireta, Autárquica e Fundacional, bem como órgãos autônomos e empresas sob o controle estatal&#8221;.
A redação dos artigos vai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está em tramitação na Câmara dos Deputados o <a href="http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=387780">Projeto de Lei 3.070/2008</a>, do <a href="http://www.camara.gov.br/internet/deputado/Dep_Detalhe.asp?id=528722">Deputado Paulo Teixeira</a> (PT/SP). O projeto prevê a adoção preferencial de de formatos abertos de arquivos por &#8220;órgãos e entidades da Administração Pública Direta, Indireta, Autárquica e Fundacional, bem como órgãos autônomos e empresas sob o controle estatal&#8221;.</p>
<p>A redação dos artigos vai além e se preocupa, por bem, em definir o que entende por &#8220;formatos abertos de arquivos&#8221;, considerando como tais aqueles que possibilitem a interoperabilidade entre aplicativos e plataformas, permitem a aplicação sem quaisquer restrições ou pagamento de royalties e que podem ser implementados plena e independentemente por múltiplos fornecedores de programas de computador, em múltiplas plataformas, sem quaisquer ônus relativos à propriedade intelectual. A especificação do termo é ponto chave do projeto, a fim de que se aponte, apesar do termo, a necessidade de utilização de formatos livres, não meramente abertos como é o caso do Office Open XML, da Microsoft.</p>
<p>O projeto foi bem sucedido, ao meu ver, em atingir sua finalidade. Seu objetivo principal é vincular toda a administração pública à utilização do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/OpenDocument">Open Document Format</a>, formato de arquivos padronizado pela norma <a href="http://www.iso.org/iso/iso_catalogue/catalogue_tc/catalogue_detail.htm?csnumber=43485">ISO/IEC 26.300:2006</a> e mais conhecido por ser o padrão utilizado pelos programas <a href="http://www.openoffice.org/">OpenOffice.org</a> e <a href="http://broffice.org/">BrOffice.org</a>. Seus efeitos, porém, vão além.</p>
<p>A redação dada aos artigos implica também na necessidade de utilização de outros formatos livres, como o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vorbis">Vorbis</a>, para arquivos de áudio, e o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Theora">Theora</a>, para arquivos de vídeo, além de outros inúmeros disponíveis para as mais diversas finalidades.</p>
<p>Caso aprovada, porém, a então nova lei encontrará dificuldades para ser concretizada, por razão especialmente da pobre formação tecnológica da generalidade dos servidores públicos, nem sempre consciente das inovações e perigosas diferenças que existem nesse meio.</p>
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